- 23 de julho de 2018

A voz da Internet

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A substituição etária acontece na fase de crescimento da Internet como principal veículo de informação e comunicação. Como a Internet pode ajudar nos desafios que acompanham a mudança demográfica?

a voz da internetA Informática é o maior invento da tecnologia no mundo moderno. Maior porque nunca tantas pessoas se interligaram quanto através desse recurso.

A comunicação teve muitos momentos de expansão e a cada novidade o mundo parecia encolher. Acontece que a própria maior comunicação também provocou o crescimento demográfico generalizado.

A roda deu início a uma história de maior velocidade para o homem. O código de fumaça superou a velocidade da roda. Depois os navios, a imprensa, o correio, a eletricidade, o telégrafo, o telefone, a televisão e agora a Internet.

Milhões ou talvez bilhões de seres humanos têm na Internet o maior ou o mais comum veículo de relacionamento pessoal. Facebook, Google, Youtube já se tornaram referencial para a quase totalidade dos jovens no mundo todo.

Interessante é constatar que a expansão populacional não dependeu da Internet, pelo contrário. Agora que ela é a distribuidora universal de notícias e fatos que acontecem em cada canto do mundo, verifica-se o fenômeno da redução da natalidade e da taxa de fecundidade.

Não se pode imaginar a Internet como responsável pela transição etária. Alegar que o tempo gasto na Internet reduziu o tempo usado para o amor e procriação é uma besteira sem fronteiras. Entretanto, a abertura de visão que a Internet proporciona pode estar contribuindo para a maior conscientização das responsabilidades da maternidade e da paternidade. A juventude deixou de ser ingênua e possui melhores condições de tomar decisões sobre o que quer da vida, quando e como.

Tudo poderia continuar da mesma maneira. Só que o fenômeno da substituição etária e que vai levar ao envelhecimento da população em todo o decorrer deste século, principalmente no Brasil, acaba mudando muita coisa.

Os velhos educados sem a Internet, portanto sem Facebook, Youtube e etc. tiveram que aprender muito de forma muito longa e complicada. Precisaram ler centenas ou milhares de livros, tiveram que frequentar centenas ou milhares de vezes bibliotecas públicas ou particulares. Realizaram dezenas de cursos especializados, mais de um curso superior, viajaram para participar de congressos, simpósios e seminários no Exterior. Obrigaram-se a frequentar reuniões aqui e acolá na ânsia de aprender e entender mais.

A esperança de vida era bem menor e a qualquer momento, um AVC, um problema cardíaco ou câncer não diagnosticado, uma infecção não identificada podiam encerrar uma carreira de esforço desgastante.

A situação mudou completamente. A criançada e a juventude gastam apenas os olhos e os dedos para conhecerem o Universo. O tempo para aprender aumentou exponencialmente porque não é preciso mais se preocupar com a locomoção ou como ganhar os recursos para ir buscar o conhecimento. Ele está ao alcance de uma poltrona.

É essa geração que vai envelhecer também e que não vai morrer muito cedo. Vão passar pelos problemas naturais que todas as pessoas convivem a partir dos quarenta ou cinquenta anos.

Mas, e principalmente, vão saber de todas as possibilidades de se cuidarem, de prolongarem a qualidade de vida, de evitarem as dificuldades mais desconfortáveis e de conhecerem os segredos da longevidade.

É para essa nova geração de VIPPES que tiveram a vida facilitada pela Internet que a sociedade terá que se reconstruir.

É através da própria Internet em sua formidável velocidade que se poderão criar as estruturas cruciais para a solução dos desafios do mundo em rápido envelhecimento.

Fatos, análises, pesquisas, estatísticas, sugestões, discussões e orientações devem fazer da Internet um instrumento inigualável na adequação da sociedade à nova demografia.

Pena que o Steve Jobs não esteja mais por aqui, mas sempre surgirão gênios capazes de fazer do limão a limonada que mata a sede prazerosamente.

O Portal VIPPES Negócios tenta fazer a sua parte nessa nova epopeia do século XXI.

G.Hansen Jr.

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