- 22 de outubro de 2017

Redes sociais inadequadas

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Para uma parte dos VIPPES as redes sociais não atraem e não entusiasmam. As redes são o campo próprio de uma geração que não sabe o quanto era difícil e complicado o processo de comunicação em geral.
A obtenção de uma simples notícia exigia um complexo sistema de busca de informação através do rádio (depois a televisão), revistas, bibliotecas, cursos e palestras.

Dependendo do grau de detalhamento, alguns dias poderiam ser necessários para o término das pesquisas. A maioria não tinha condições práticas de completar o processo e assim tudo ficava esclarecido de maneira superficial.

Hoje a internet torna o acesso fácil e rápido a qualquer informação, sem barreiras.
Milhares de mensagens surgem em todos os momentos e pessoas reenviam outro tanto para amigos. Uma enxurrada de informações sacode continuamente o planeta. Nas redes sociais as mensagens parecem esquecer a importância das informações e acabam se tornando manifestações de opiniões pessoais, desabafos sentimentais, desfile de notícias e fatos de gostos discutíveis e nem sempre agradáveis.

Qual a utilidade para os VIPPES dessa torrente de inutilidades?

Com certeza a abertura de relacionamentos e sua manutenção é um benefício considerável, mas é pouco para tanta tecnologia e facilidade de uso. Os VIPPES têm uma deficiência significativa em relação aos demais usuários que estão habituados com as novidades contínuas no campo da informática. A velocidade das mudanças propicia aos mais jovens se acostumarem também de maneira mais rápida aos aperfeiçoamentos.

Por outro lado, as crianças já crescem no ritmo intenso das transformações tecnológicas.
O que os VIPPES trazem de melhor para a comunicação eletrônica atual? De forma nenhuma é a habilidade de digitação. Os VIPPES, alguns mais e outros menos, já não possuem reflexos e condições físicas excelentes como a juventude esbanja. As necessidades psíquicas e sociológicas também não são as mesmas. Os VIPPES não se preocupam tanto com festinhas, aniversários, baladas, namoricos, desavenças românticas e busca de parceiros ideais.

VIPPES com maior nível educacional também já conhecem sobejamente os textos mais admiráveis da literatura mundial e já tiveram oportunidades para apreciar as paisagens e lugares mais excepcionais do planeta, até mesmo “in loco”. Noventa por cento do que circula na Internet são informações tiradas de publicações e obras que datam de décadas ou até séculos atrás como se apenas agora fossem conhecidas.

Maravilha que haja divulgação de qualidade. Gratificante saber que a cultura está sendo espargida como nunca se imaginara.

O problema é que a Internet carrega consigo as redes sociais que se tornam volumosas confissões de baboseiras sem limites. Não há estatísticas confiáveis para saber quantos VIPPES, proporcionalmente, frequentam as redes sociais, entretanto parece ser pouco expressivo. Naturalmente há diferenças para mais ou para menos conforme o nível de desenvolvimento de cada país.

Por que os VIPPES ainda não se entusiasmaram com as redes sociais?
Falta alguma coisa!
É provável que, com o passar do tempo, haja uma melhora nos índices de participação dos VIPPES, mas será que isso ocorrerá antes mesmo das redes perderem parte do público que vai começar a ficar cansado do esquema?

Quem sabe uma Rede VIPPES possa se tornar a mais concorrida da internet já que o envelhecimento etário está determinado? Poderá acontecer, mas o modelo vai ser meio diferenciado do que existe hoje, com toda a certeza.

J. Mark Torrence

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