- 15 de dezembro de 2017

Cresce mercado para VIPPES

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Foto: ReproduçãoNada do tricô, do dominó, da boina e da roupa de vovó. A geração de brasileiros e brasileiras que hoje está na faixa dos 50 anos, VIPPES para este Portal, é muito mais ativa e sintonizada com o mundo do que qualquer geração anterior a eles. Não é para menos. Nascidos entre o fim da década de 1940 e começo da de 1950, essa geração “mudou o mundo”. A Primavera de Praga, Maio de 1968, Woodstock, a Guerra do Vietnã, o homem pisando na Lua. Eles viveram tudo isso e querem muito mais.

Mas, parece que o mercado, em geral, ainda não acordou para essa demanda latente – e ainda não satisfeita. Um recente mapeamento do consumo feito com pessoas na faixa etária dos 60 anos, por exemplo, feito pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pelo portal de educação financeira “Meu Bolso Feliz”, em 27 capitais, descobriu que a cada cem consumidores da terceira idade (acima de 60 anos), 45 têm dificuldade para encontrar produtos e serviços adequados a sua faixa etária.

Ignorar esse consumidor pode ser um erro fatal. Cada vez mais independentes financeiramente e certos do que querem, os consumidores longevos podem fazer uma diferença tremenda no mercado.

Muitas oportunidades de negócio estão sendo desperdiçadas porque o mercado voltado para os VIPPES ainda engatinha no Brasil. Para quem tiver disposição de entender e atender esse público, há um grande mercado a ser explorado – são mais de 45 milhões de idosos no Brasil, com uma variação mensal de mais de 120 a 128.000 por mês. E o potencial de consumo dessa faixa etária também é enorme: nos próximos quatro anos, o consumo das pessoas com 50 anos ou mais no Brasil deverá crescer 35%. As empresas que souberem conquistar esse público terão perspectivas de crescimento consolidadas para o futuro.

Este público está cada vez mais consciente sobre seus direitos, mais exigente e interessado em satisfazer suas necessidades. A pesquisa do SPC também reflete essa realidade: 41% dos entrevistados afirmam gastar mais com produtos e serviços que deseja do que com itens básicos.

A tecnologia, por exemplo, é um tema a ser analisado. Para o empresário, as pessoas desta classe estão mais interessadas em tecnologia do que antes e, apesar de não terem a familiaridade e a desenvoltura dos mais jovens, estão muito dispostos a aprender. Hoje eles estão muito mais conectados.

Eles têm muita disposição para pesquisar e conhecer detalhes daquilo que estão comprando. Muitos deles têm autonomia financeira, poder de escolha e decisão. Querem produtos de qualidade, mas só aceitam pagar mais por isso desde que os custos se justifiquem.

Não se pode subestimar a inteligência e as necessidades dos consumidores VIPPES. Os consumidores desta faixa etária valorizam a qualidade, a alta tecnologia e os preços acessíveis. VIPPES não gosta de ser tratado como velho e gosta de ser ouvido. 

Mona C. Cury

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