- 22 de outubro de 2017

Serviços para VIPPES

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Foto: ReproduçãoApenas nos primeiros sete meses de 2015 atingiu-se o número de um milhão de novos VIPPES no mercado brasileiro, considerando-se já aqueles que chegaram aos cinquenta anos e aqueles que faleceram depois deles. No total da população, os VIPPES já passaram dos 45,5 milhões e representam 22,27%.

Para ter ideia da velocidade do envelhecimento populacional no País, no ano 2000 os VIPPES somavam 26,9 milhões e significavam 17,06% da população. Esses dados adquirem mais ênfase quando verificamos que no mesmo período de 15 anos (2000/2015), os VIPPES tiveram um aumento de 18,6 milhões de pessoas (mais 69%) enquanto a população geral cresceu apenas 31,1 milhões (mais 18%).

Do que precisam esses VIPPES para viver ou pelo menos sobreviver em seus lares?
Inicialmente podemos calcular a quantidade de VIPPES por classe socioeconômica. Vejamos a tabela abaixo (Fonte IBGE – Projeção da População do Brasil por Idade e Sexo 2000/2060 – Revisão 2013)

Foto: PortalVippes

Evidentemente os serviços para VIPPES da Classe A exige características adequadas. Diferentemente das outras classes, a A apresenta menor incidência dos denominados problemas de saúde do envelhecimento e os seus membros podem aproveitar melhor a maturidade.

Na classe B, ainda que não no mesmo nível da A, também há um melhor aproveitamento da vida pelos longevos. Turismo em todas as suas variáveis, programas culturais no País e no Exterior, atividades esportivas, jardinagem, voluntariado social, reuniões familiares, almoços e jantares beneficentes fazem parte do leque de possibilidades de viver intensamente a gerontolescência, como diria o Dr. Alexandre Kalache, o maior especialista em envelhecimento populacional ativo em todo o mundo.
São, hoje, mais de oito milhões de pessoas. Mercado fantástico antes impensável, porque passar dos cinquenta anos de vida já era o cume da existência no início da segunda metade do século passado.

Lógico que parte deles precisa de tratamento de saúde e depois dos setenta anos a doença de Alzheimer atingirá mais de um terço do contingente. Em todos os casos, porém, a qualidade dos serviços será o fator fundamental de sucesso para qualquer empreendedor que queira participar ativamente na disposição de oferecer o melhor atendimento das necessidades da parcela mais rica da sociedade que envelhece.

Entretanto, mais de dezoito milhões de VIPPES que compõem hoje a classe C, também envelhecem e terão que viver com qualidade também, ainda que não disponham dos mesmos recursos financeiros das classes mais abastadas. E mais do que nestas, os problemas de saúde leves, moderados e graves serão mais volumosos, mas também é enorme o espaço para o aproveitamento dinâmico da longevidade.

O Poder Público em seus três níveis – municipal, estadual e federal – terá papel significativo para evitar insatisfação generalizada e instabilidade social. Entretanto, é a iniciativa particular que pode solucionar as deficiências do atendimento público à classe média que efetivamente determina a temperatura social adequada à sobrevivência da Nação. Todos os serviços necessários formam um painel impressionante de oportunidades de negócios, desde o cuidador preparado até o “personal training” qualificado para aqueles que não querem se tornar parasitas em um País que em três décadas terá quase a metade da população acima dos cinquenta anos.

E os demais dezoito milhões de VIPPES das classes D e E ainda oferece algumas ilhas de possibilidades de utilização de serviços não oferecidos pelo Poder Público que tem a obrigação de evitar o caos social nessa parcela que ajudará o País a não ter ainda mais reduzida a sua densidade populacional. Nessas classes, a questão Saúde será o maior e mais difícil desafio a ser vencido.

Soluções novas precisam ser encontradas para que os serviços indispensáveis se tornem atendidos. Não adiante contar com o Governo porque nenhum terá condições de dar o mínimo necessário. Empresários poderão oferecer alguns serviços essenciais a preços básicos para que ainda que com margem menor, possam obter lucratividade em razão dos grandes volumes.

É algo mais ou menos similar ao que ocorreu na China nas décadas de 80 e 90 do século passado quando inundaram o planeta com produtos de baixo preço.
A qualidade não era das melhores, entretanto, tornava possível o atendimento de um mercado que até então não tinha acesso aos produtos existentes para as mesmas finalidades a preços fora do seu alcance.

G. Hansen Jr.

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