- 15 de dezembro de 2017

Idosos na Disneylândia

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Foto: ReproduçãoAcontece que os VIPPES já são mais de 22% da população brasileira em 2015. Uma única empresa que opera com idosos em 123 do setor turismo significa menos de 1%.
Basta essa relação de 22% x 1% para mostrar a incongruência das empresas brasileiras que operam com turismo.

Será que imaginam que VIPPES vão querer ir para a Disneylândia? Porque para a Disneylândia quase todas as empresas apresentam viagens mirabolantes.
É evidente que esses 99% de empresas não imaginam que os 22% dos VIPPES possuem quase 50% da renda no País.

No Exterior, boa parte das empresas de viagens tem nos VIPPES o principal cliente. Por que será que elas lucram tanto e por que será que lotam os hotéis em todos os lugares do mundo com bandos e bandos de pessoas que já passaram de meio século de vida?
Resposta: porque sabem que em seus países o envelhecimento populacional não é um problema caótico e sim um desafio para o aprimoramento da sociedade em todos os seus aspectos.

Naturalmente eles têm uma vantagem “visceral” em relação ao envelhecimento populacional no Brasil: a velocidade reduzida ou moderada. No Brasil o índice de envelhecimento acontece em 21 anos contra 69 nos Estados Unidos e 120 na França.
Quer dizer que nós estamos correndo enorme risco de ter essa inédita alteração etária (substituição das crianças e jovens pelos idosos) tornar-se um problema complexo e produtor de dificuldades sociais que podem levar o País ao caos.

Qual turismo sobreviverá no caos social?

A “indústria” do turismo está perdendo a grande oportunidade de se fixar como uma das linhas avançadas no aproveitamento das oportunidades que já existem para a oferta de planos adequados e coerentes para os VIPPES. Planos que significam escolha de roteiros pertinentes, programas bem bolados para um público menos atlético e principalmente viagens que se tornem efetivamente lazer e não gincana de sobrevivência.

Torquato Morelli

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